domingo, 6 de março de 2011

Sabugueiro - Utilização medicinal das flores

Pormenor das flores de Sabugueiro em forma de corimbo (inflorescências corimbosas)
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Abril 2007)

Parte utilizada
Flores secas, de preferência separadas dos pedúnculos e pedicelos.

Composição
Em fitoterapia, os efeitos terapêuticos de uma planta resultam da sinergia dos seus constituintes. No entanto, a investigação realça os flavonóides (isoquercitrina, quercetrina, rutina, hiperósido), os ácidos fenólicos (cafeico, clorogénico, p-cumárico) e os fitosteróis. São ainda de referir o óleo essencial, as mucilagens, os antocianósidos, os ácidos triterpénicos e os sais potássicos.

Acções medicinais
Uso interno
Expectorante, fluidificando as secreções das vias respiratórias e favorecendo a sua expulsão. Anticatarral, diminuido as secreções das mucosas inflamadas. Anti-inflamatória e antiviral. Sudorífica, aumentando a transpiração e favorecendo a eliminação de toxinas. Diurética. Adstringente suave e venotónica, contrai os capilares e melhora a tonicidade das paredes venosas. Galactagoga, aumenta a secreção láctea nas mulheres que amamentam.
Uso externo
Anti-inflamatória, adstringente e venotónica. Rejuvenesce a pele e revitaliza os cabelos, restaurando-lhes a elasticidade e o brilho.

Indicações terapêuticas
Uso interno

Inflamações das vias respiratórias como constipação, amigdalite, tosse e bronquite, diminuindo a inflamação e favorecendo a expectoração. Rinite alérgica, febre dos fenos e sinusite, secando as membranas mucosas do nariz e garganta e reduzindo os espirros e o pingo no nariz. Inflamações no ouvido médio. Gripes e estados febris ligeiros, aliviando os sintomas e combatendo a infecção. Sarampo e varíola (afecções febris de etiologia viral). Como diurético no reumatismo e gota. Fragilidade capilar e hemorróidas. Para aumentar a secreção do leite materno.
Em medicina popular é também utilizado nas afecções pulmonares, arteriosclerose e como depurativo geral do organismo.
Uso externo
Estomatites e faringites. Afecções da pele como acne, eczema, psoríase. Pele inflamada, pele gretada. Feridas e queimaduras. Olhos doridos e inflamados, conjuntivites. Flebite aguda e hemorróidas. Para limpar e rejuvenescer a pele e para restaurar a elasticidade e o brilho aos cabelos.


As flores de Sabugueiro são um remédio seguro e eficaz
nas afecções ORL (ouvidos, nariz e garganta)
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Abril 2007) 

Como tomar
Uso interno

Infusão: 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente, 5 minutos de infusão. Tomar 2 a 3 vezes por dia.
Nas afecções das vias respiratórias adoçar a infusão com mel.
Nas afecções febris, a infusão deve ser tomada bem quente e o doente deve estar bem agasalhado de modo a potenciar a acção sudorífica da planta.
O xarope das flores também se utiliza nas afecções das vias respiratórias (tosses, gripes, ...), sendo de realçar o Xarope Beirão das Flores de Sabugo, de origem popular, e com fama de muito bons resultados nas crianças.
O vinho medicinal das flores também se usa embora terapeuticamente seja menos eficaz.

Uso externo
Infusão: 80 gramas por litro de água. Em banhos, lavagens, compressas, bochechos, gargarejos.

Precauções
Não são conhecidas contra-indicações, efeitos secundários ou toxicidade das flores de Sabugueiro nas doses habitualmente utilizadas.


Observações
A Farmacopeia Portuguesa 9 (2008, Ed. Infarmed), inscreve a monografia de flores secas de Sambucus nigra L. São ainda de referir as suas monografias da OMS (World Health Organization) e Comissão E Alemã (da German Federal Office for Phytotherapeutic Substance).


Este blogue apenas pretende sensibilizar para a observação das plantas medicinais e divulgar a sua utilização, não tendo a intenção de promover a auto-medicação nem a colheita de espécies.

Sabugueiro em final de floração
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Maio 2007)

Sabugueiro - Utilização medicinal dos frutos


Pormenor das bagas maduras de Sabugueiro
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Julho 2007)

Parte utilizada
Frutos maduros (bagas).

Composição
Antocianósidos, flavonóides (rutina), ácidos orgânicos (cítrico, málico), taninos, hidratos de carbono, vestígios de óleo essencial. Heterósidos cianogénicos (ácido cianídrico). Riqueza em vitaminas (A e C) e minerais.


Acções medicinais
Antioxidante, combate os efeitos nocivos dos radicais livres. Melhora a resistência às infecções. Sudorífica, aumenta a transpiração e favorece a eliminação das toxinas. Diurética. Laxativa (doses médias) e purgativa (doses elevadas).

Indicações terapêuticas
Uso interno
Constipações, inflamações da garganta, tosse, gripes e estados febris ligeiros, combatendo a infecção e acelerando a recuperação. Reumatismo. Como laxante.
Uso externo
Inflamações e úlceras na pele e mucosa oro-faríngea.
Em medicina popular, os frutos também são utilizados externamente na dor, edema e inflamação reumatismal.


Pormenor das bagas ainda verdes de Sabugueiro
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Junho 2007)

Como tomar
Na forma de cozimento, xarope e sumo. As bagas dão ainda um excelente vinho medicinal.

Precauções
As bagas, sobretudo quando não estão suficientemente maduras, podem ser causa de intoxicação, originando perturbações gastrintestinais como náuseas, vómitos e diarreia (devido ao ácido cianídrico). Para o evitar, é conveniente dar-lhes uma cozedura antes de serem ingeridas.

Este blogue apenas pretende sensibilizar para a observação das plantas medicinais e divulgar a sua utilização, não tendo a intenção de promover a auto-medicação nem a colheita de espécies.

Sabugueiro - Utilização medicinal das cascas

Pormenor do tronco de Sabugueiro
EN120 - Cercal do Alentejo / S. Luís (Maio 2006)

Parte utilizada
Cascas (entrecasca, a segunda casca).

Composição
Taninos, flavonóides, ácidos fenólicos e triterpénicos, heterósidos cianogénicos (ácido cianídrico).


Acções medicinais
Diurética. Adstringente, hemostática local e cicatrizante. Purgativa.


Indicações terapêuticas
Como diurético na oligúria e litíase renal. Como purgante.


Como tomar
Cozimento das cascas.

Precauções
Devido à presença de heterósidos cianogénicos (que libertam ácido cianídrico), as cascas são potencialmente tóxicas, pelo que se desaconselha a sua utilização sem o acompanhamento de um profissional.

Observações
É de referir que a primeira casca também apresenta valor terapêutico (resolutiva, favorecendo a resolução das tumefacções e inflamações dos tecidos).

Este blogue apenas pretende sensibilizar para a observação das plantas medicinais e divulgar a sua utilização, não tendo a intenção de promover a auto-medicação nem a colheita de espécies.

Sabugueiro - Utilização medicinal das folhas

Pormenor das folhas de Sabugueiro
Est. da Papanata, Viana do Castelo (Abril 2007)

Parte utilizada
Folhas.

Composição
Heterósidos cianogénicos (ácido cianídrico), taninos, resinas, gorduras, ácidos gordos.

Acções medicinais
Resolutiva em uso externo, favorece a resolução das tumefacções e inflamações dos tecidos.

Indicações terapêuticas
Em medicina popular, internamente na constipação e gripe e em uso externo nos abcessos e inflamações da pele.


Como tomar
Internamente a maceração das folhas e a cataplasma das folhas frescas pisadas em uso externo.

Precauções
Devido à presença de heterósidos cianogénicos (que libertam ácido cianídrico), as folhas são potencialmente tóxicas, pelo que se desaconselha a sua utilização sem o acompanhamento de um profissional.

Este blogue apenas pretende sensibilizar para a observação das plantas medicinais e divulgar a sua utilização, não tendo a intenção de promover a auto-medicação nem a colheita de espécies.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Camomila - Um pouco da sua história

Camomila, Ecovia, Ponte de Lima (Maio 2007)

Adoro a Camomila! Dito assim parece uma banalidade... Entre os apreciadores de ervas, quem não acha agradável a sua infusão? Mas não é apenas o seu aroma e sabor que faz dela uma das plantas medicinais mais populares. A Camomila é uma das plantas medicinais mais conhecidas em todo o mundo, talvez a planta medicinal europeia mais utilizada, estando incluída nas farmacopeias de 26 países. Ela é um excelente remédio, de grande versatilidade, que pode ser tomada por bebés, crianças e adultos.


Um pouco da sua história
Pertencente à família das Asteraceae (Compositae), com a designação botânica de Chamomilla recutita (L.) Rauschert (= Matricaria chamomilla L. = Matricaria recutita L. = Matricaria suaveolens L.), a Camomila é ainda referida pelos seus nomes populares de Camomila-alemã, Camomila-dos-alemães, Camomila-da-Alemanha, Camomila-vulgar, Camomila-comum, Camomila-legítima, Camomila-pequena, Margaça-das-boticas, Mançanilha, Mançanila, Matricária, Macela, Macela-vulgar e Marcela.

Nativa da Europa Central e meridional e Médio Oriente, cultivada nos E.U.A. e Austrália, é uma planta muito comum em Portugal, encontrando-se ao longo das estradas e caminhos, e nos terrenos cultivados e incultos. Atualmente, a planta comercializada provém quase exclusivamente da cultura de variedades químicas selecionadas (quimiotipos).

As flores são amarelas no centro e brancas na periferia, e formam pequenos capítulos originando uma inflorescência. As lígulas brancas dos capítulos curvam-se para baixo na parte final da floração, e o receptáculo é cónico, oco e desprovido de brácteas entre as flores. As folhas são profundamente divididas em finas lacínias.

Medicinalmente, a sua utilização remonta à Antiguidade, sendo referida nos trabalhos dos médicos gregos Hipócrates (séc. V a.C.), Dioscórides (séc. I) e Galeno (séc. II). Era utilizada internamente pelas suas propriedades anti-inflamatórias, antiespasmódicas e emenagogas, e, externamente como cicatrizante.

Na mitologia nórdica a Camomila era consagrada ao deus Baldur - uma divindade da justiça e da sabedoria - e, colhida no dia de S. João, a data da sua festividade, era dotada de um poder curativo especial.

A sua utilização medicinal continuou durante a Idade Média, sendo mencionada por Hieronymus Bock (botânico alemão do séc. XVI) e Jakob Theodor Tabernaemontanus (médico e naturalista alemão, discípulo do anterior), como um remédio eficaz nas perturbações digestivas e como cicatrizante de feridas.
Na época medieval a Camomila era também considerada como "o médico das plantas", por contribuir para a saúde de um jardim. Para recuperar uma planta murcha ou mesmo doente, nada melhor do que lhe pôr ao lado uns pés de Camomila!

Camomila - Utilização medicinal

Camomila, Ecovia, Ponte de Lima (Junho 2007)

Parte utilizada
Flores (capítulos) secas. Também é utilizado o óleo essencial obtido das flores frescas ou secas.

Composição
Em fitoterapia, os efeitos terapêuticos de uma planta resultam da sinergia dos seus constituintes. No entanto, a investigação realça o óleo essencial (azulenos, bisabolol), as lactonas sesquiterpénicas (matricina), os flavonóides (apigenol, quercetol, luteolol), ácidos fenólicos (ácido clorogénico, ácido salicílico), cumarinas e mucilagens. O azuleno é o responsável pela cor azulada do óleo essencial.

Ações medicinais
Uso interno
Planta amarga, estimula a secreção de saliva e de suco gástrico, favorecendo o apetite e a digestão (tónico amargo digestivo). Protege a mucosa gástrica inflamada e favorece a expulsão de gases do trato gastrintestinal. Antioxidante, anti-inflamatória, antialérgica e reparadora dos tecidos. Antiespasmódica, analgésica e cicatrizante. Antibacteriana, particularmente contra microrganismos Gram+, e antifúngica, com ação sobre a Candida albicans. Ação sobre o sistema nervoso central produzida de forma semelhante às benzodiazepinas de síntese (benzodiazepina-like), que se manifesta através de uma atividade ansiolítica e sedativa,  hipnótica, relaxante muscular e anticonvulsivante. É ainda tónica, acalmando os nervos e diminuindo a irritação e o stress, e antinevrálgica. Sudorífica e febrífuga. Emenagoga, favorece ou regulariza o fluxo menstrual.
Uso externo
Antioxidante e anti-inflamatória. Antiedematosa, diminuindo o inchaço. Cicatrizante. Analgésica e relaxante muscular. Protege, tonifica, amacia e suaviza a pele. Ação protetora solar. Aloira os cabelos claros, dando reflexos dourados e brilhantes. Amacia e realça o brilho aos cabelos mais escuros.

Indicações terapêuticas
Uso interno
Como tónico amargo digestivo na dispepsia (hiperacidez, náuseas, vómitos, flatulência, digestões lentas). Como anti-inflamatório e antiespasmódico do trato digestivo (gastrite, gastroduodenite, colite, síndrome do cólon irritável, doença de Crohn, cólicas gastrintestinais, diarreia), e como cicatrizante (úlcera péptica, colite ulcerativa). Como sedativo, hipnótico e relaxante muscular. Estados febris, gripes, afeções da garganta, bronquite asmatiforme. Dores de cabeça, nevralgias, dismenorreia. Afeções dos bebés e crianças (dentição, vómitos, diarreia, sono, hiperactividade).
Uso externo
Inflamações da pele e mucosas, inclusive de etiologia bacteriana (acne, abcessos, furúnculos, estomatites, gengivites, inflamação dos olhos, conjuntivites, blefaroconjuntivites, afeções dos seios nasais, constipações, bronquites, mastites, vulvovaginites, leucorreia, hemorróidas inflamadas, ...). Eczemas e outras dermatites com prurido, eritema e descamação. Contusões, escoriações, feridas mal cicatrizadas, erupções cutâneas, picadas de insectos, queimaduras, úlceras de decúbito, úlceras corneais. Como antiedematoso. Como analgésico e antiespasmódico (nevralgias, dores articulares e musculares, cólicas renais, biliares e intestinais, dores de ouvido, dores de cabeça, dismenorreia). Peles finas, sensíveis ou gretadas, com tendência a se inflamarem. Peles gordas e acneicas. Para proteger, tonificar, amaciar e suaviar a pele. Para desinflamar a pele, diminuir as olheiras e o inchaço das pálpebras. Como protetor solar. Para amaciar e realçar o brilho aos cabelos, e aloirar os cabelos claros.

Camomila, S. Luís, Odemira (Jan. 2006)

Como tomar
Uso interno
Infusão: 1 colher de sopa por chávena de água fervente, 10 minutos de infusão. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia, fora das refeições.
Para os bebés pode misturar-se a infusão com leite, em partes iguais.
Uso externo
Infusão: 70 gramas por litro de água. Em banhos, banhos de assento, irrigações, lavagens, compressas, vaporizações, inalações, bochechos, gargarejos. Como colírio, aplicar 3 ou 4 gotas no olho várias vezes por dia.

Precauções
A Camomila é uma planta segura nas doses habitualmente prescritas, não sendo conhecidas contra-indicações nem efeitos secundários. No entanto, não se recomenda durante a gravidez.
Embora seja considerada de baixa ação alergénica, a presença de lactonas sesquiterpénicas pode provocar reações alérgicas, devendo, por isso, ser utilizada com cuidado por pessoas propensas a alergias.  Pela mesma razão, não deve ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade conhecida a qualquer planta da família das Compostas / Asteráceas. No entanto, os casos descritos têm sido atribuídos à contaminação por Macela-fétida ou Macelão, Anthemis cotula L.
A planta fresca pode provocar, embora raramente e em peles sensíveis, dermatites de contacto (lactonas sesquiterpénicas).
Doses elevadas são eméticas, podendo provocar náuseas e vómitos.
O óleo essencial deve ser utilizado diluído num óleo vegetal, por ser muito irritante para a pele.


Outros usos
Para aromatizar vinhos e licores com ação digestiva.
A infusão forte tira o cheiro a Alho.

Observações
A Camomila é a mais activa das plantas conhecidas por Camomilas e Macelas.
A Camomila-romana, Chamaemelum nobile (L.) All., embora menos activa, tem propriedades muito semelhantes e é utilizada para os mesmos fins.

A Farmacopeia Portuguesa 9 (2008, Ed. Infarmed), inscreve a monografia de capítulos secos de Chamomilla recutita (L.) Rauschert. São ainda de referir as suas monografias da OMS (World Health Organization), ESCOP (European Scientific Cooperative on Phythoterapy) e Comissão E Alemã (da German Federal Office for Phytotherapeutic Substance), para só citar algumas.
A Farmacopeia Portuguesa inscreve ainda a monografia de extrato fluido de Camomila e a de óleo essencial de Camomila.

Este blogue apenas pretende sensibilizar para a observação das plantas medicinais e divulgar a sua utilização, não tendo a intenção de promover a auto-medicação nem a colheita de espécies.

Camomila - Receitas

Camomila, Ecovia, Ponte de Lima (Maio 2007)


Receita: Vinho de Camomila
          2 colheres de sopa de flores
          1 litro de vinho branco
Num frasco de vidro colocam-se a planta e o vinho. Tapa-se bem. Deixa-se em repouso durante 10 dias. Por fim, coa-se e deita-se o vinho num frasco de vidro bem vedado.
Indicações: Ansiedade, nervosismo, insónia, stress e problemas dispépticos: 1 cálice entre as refeições.


Receita: Óleo de Camomila (maceração em azeite ou extrato oleoso)
          50 gramas de flores
          0,5 litro de azeite
Num frasco de vidro colocam-se a planta e o azeite previamente aquecido a 50º C. Tapa-se bem e agita-se. Durante 7 dias agita-se o frasco várias vezes por dia. Deixa-se em repouso mais 3 dias. Por fim, coa-se e deita-se o óleo num frasco de vidro bem vedado.
Indicações: Nevralgias, dores articulares e musculares, cólicas abdominais: em massagens sedativas, fricções. Também pode ser utilizado internamente: 3 colheres de sobremesa por dia.
Dores de ouvido: aplicar 2 gotas em cada ouvido, 2 vezes por dia.


Receita: Cataplasma de Camomila
          q.b. de flores, consoante a área a tratar
Deitam-se as flores em água fervente, meia hora de infusão. Coa-se e envolvem-se as flores num pano branco de algodão ou linho. Coloca-se a cataplasma no local a tratar, com um plástico por cima e por fim um pano de lã. Para aconchegar melhor pode-se envolver com uma rede elástica. Retirar a cataplasma ao fim de 2 horas.
Indicações: Como anti-inflamatório e antiedematoso. Cólicas (renais, biliares, intestinais), dores de cabeça, dismenorreia.


Camomila, EN120 - Santiago do Cacém / Tanganheira (Maio 2006)


Receita: Máscara com Camomila, Mel e Aveia
          5 gramas de flores
          1 chávena de café de água fervente
          1 colher de sopa de mel
          q.b. de farinha de aveia
Faz-se uma infusão das flores em água fervente e adiciona-se o mel. Mistura-se a farinha de aveia aos poucos até obter a consistência desejada. Aplicar sobre a pele.
Indicações: Para desinflamar, amaciar e suavizar a pele.